Comece pelo comportamento que precisa ser preservado
Aplicativos criados rapidamente com IA costumam misturar interface, acesso a dados e regras de negócio no mesmo lugar. Antes de reorganizar o código, documente os fluxos que os usuários realmente utilizam e os resultados que não podem mudar.
Essa lista funciona como uma referência para a revisão. Ela evita que a melhoria vire uma reescrita abstrata e ajuda a separar o que é dívida técnica do que é uma decisão de produto ainda não tomada.
Cinco frentes de melhoria
Uma revisão eficiente procura os riscos que podem impedir a próxima etapa, não apenas os trechos que parecem diferentes do código convencional.
- Arquitetura: responsabilidades e dependências compreensíveis
- Dados: validação, migrações, backup e privacidade
- Segurança: autenticação, autorização e segredos
- Qualidade: testes para fluxos e regras importantes
- Operação: deploy repetível, logs, métricas e rollback
Melhorar não significa apagar o que já funciona
A evolução pode ser incremental. Primeiro isolamos o fluxo mais importante, adicionamos observabilidade e corrigimos os riscos que afetam usuários. Depois, novas partes podem seguir a mesma base. Essa abordagem reduz o risco de interromper o aprendizado que o protótipo já trouxe.
Quando a IA participa do produto, a revisão também precisa olhar para prompts, fontes, limites, avaliação de respostas e comportamento quando o modelo não sabe responder.